Silves é uma cidade com um  enorme património histórico, a cidade do Arade estende-se do Castelo ao rio, por entre ruelas, becos e recantos mágicos. A gastonomia é riquíssima e é possível encontrar restaurantes de grande qualidade, mas imperdível é um fim de tarde no terraço do Café Inglês a degustar qualquer iguaria ou apenas a beber um copo, com um cenário fantástico sobre a cidade e o Rio Arade.

Silves é o segundo concelho maior do Algarve, um território que se estende da serra ao mar, o que faz com que a oferta seja muito variada no que diz respeito a pontos de interesse e a actividades a realizar. Todas as freguesias do concelho têm um património riquíssimo, e devem ser visitadas, da serra de São Marcos passando pelo barrocal, até à costa e à fabulosa praia de Armação de Pêra.

Na cidade de Silves, são vários os eventos desportivos e culturais que se realizam ao longo do ano, onde se destacam, a Subida Internacional do Rio Arade em canoagem, a Feira Medieval de Silves e a Mostra da Laranja, fruto que é o ex-libris deste concelho, muita gente afirma que a laranja de Silves é a melhor do Mundo.

O vermelho escuro das fortes muralhas do castelo dominando a cidade e a paisagem em redor. A arquitetura feita de luz e arte de uma igreja gótica. Os vestígios da presença árabe na história da cidade. As ruas de casas brancas que refletem o Sol e o céu azul. Atrativos de Silves, onde o passado se junta ao presente para tornar cada visita uma recordação que perdura.

De entre os monumentos da cidade de Silves, destacamos:

Castelo de Silves - O maior castelo do Algarve, e o mais belo monumento militar da época islâmica em Portugal, tem origem na cintura de muralhas construídas durante o período de ocupação muçulmana, provavelmente sobre fortificação tardo-romana ou visigótica (sécs. IV/V). Onze torres, das quais duas albarrãs - unidas às muralhas por um arco de suporte ao caminho de ronda -, e fortes muralhas envolvem uma superfície de aproximadamente 12000 metros quadrados. A porta dupla de entrada é defendida por duas torres, existindo ainda o postigo da “porta da traição” nas muralhas voltadas a norte. Quatro das torres, modificadas aquando da reconstrução realizada no séc. XIV ou XV, têm portas góticas, salas abobadadas e pedras marcadas com as siglas dos pedreiros medievais. O castelo, que abrigava a antiga alcáçova islâmica - o “Palácio das Varandas” cantado pelos poetas (local de residência do senhor da cidade e de altos dignitários, de que foram encontrados vestígios nas escavações de sondagem realizadas) -, contém um poço muito profundo (cerca de 60 m), uma grande cisterna com quatro abóbadas assentes em altas colunas e grandes silos subterrâneos para guardar cereais. As suas torres e muralhas são um magnífico miradouro sobre a paisagem circundante.

Museu Municipal de Arqueologia - Encostado a uma das muralhas da cidade, tem no seu interior um poço-cisterna de origem islâmica (séc. XI), revestido a alvenaria e taipa, com uma profundidade de 18 metros e 2,5 metros de diâmetro. Uma escadaria em caracol dá acesso ao fundo. O poço foi entulhado no séc. XVI e sobre ele foi construída uma casa que ocupava o local onde hoje se ergue o museu. As coleções do museu incluem um acervo arqueológico do concelho, merecendo referência especial a coleção de cerâmica muçulmana recolhida nas escavações feitas no castelo.

Sé Velha - Edificada com o belo grés vermelho da região, possivelmente no local da antiga mesquita, o início da sua construção data da segunda metade do séc. XIII ou início do séc. XIV. Os trabalhos prosseguiram até meados do séc. XV, após desabamento parcial. Sofreu alterações arquitetónicas no séc. XVIII. A fachada principal é dominada pelo portal gótico, envolto por um espaldar que termina num varandim suportado por cachorros com carrancas. O óculo e os dois botaréus completam os elementos da construção primitiva, já que toda a restante fachada e as torres são barrocas. Ainda no exterior, de realçar a grande janela ogival, com quatro colunelos, junto à escadaria, e o formoso conjunto da cabeceira da igreja. Interior de três naves, com colunas de desenho singelo e arcos ogivais. O transepto e a abside constituem, pela sua beleza, um bom exemplo da arte gótica. Capela-mor ladeada por absidais com abóbada nervurada. No altar-mor, uma imagem de jaspe de Nossa Senhora com o Menino (séc. XVI). No chão, lápides funerárias, referindo-se uma delas à sepultura do rei D. João II (1455/1495), falecido em Alvor, mais tarde trasladado para o Mosteiro da Batalha. Capelas colaterais do Santíssimo e de Nosso Senhor dos Passos, com imagens do séc. XVIII. Junto à entrada principal abre-se a capela gótica de João do Rego, situada por baixo da torre sineira, que contém dois arcossólios. Entre o património da Sé Velha contam-se duas grandes telas representando São José e Santa Bárbara (séc. XVIII), o retábulo renascentista (séc. XVI) de uma das capelas laterais e os túmulos de mármore de João Gramaxo (1516) e de um bispo, com o relevo de um báculo.

Cruz de Portugal - Localizada junto à antiga estrada que estabelecia as ligações com o Norte e com o reino de Portugal (esta é, possivelmente, a origem do seu nome), desconhece-se a data exata da sua realização (séc. XV ou início do séc. XVI). É um dos mais formosos cruzeiros portugueses, tendo numa das faces Cristo crucificado e, na outra, a Mater Dolorosa. A base data de 1824.

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